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Sua caminhada até a padaria se enquadra como micromobilidade na cidade

O conceito de micromobilidade tem menos de 10 anos. A palavra em si, só passou a fazer parte do vocabulário mundial no Tech Festival de Copenhagen (Dinamarca), em 2017. Na ocasião, o analista de tecnologia Horace Dediu a usou para se referir aos meios de transporte com menos de 500 kg e motorização elétrica. Entre 2017 e 2020, ela passou a ser discutida e largamente utilizada no meio acadêmico e na indústria. Tanto que se definiu como:

Deslocamento de veículos leves que circulam a uma velocidade de até 45 km/h e são utilizados para viagens de até 10 km de distância. Podendo ser operados através de eletricidade ou força humana, serem individual ou compartilhado. Como exemplo, bicicletas, patinetes motorizados, motos elétricas e skate.

Mas foi durante a pandemia de Covid, em 2020, que o conceito “furou a bolha” e ganhou notoriedade. Como se sabe, a aglomeração, principalmente em locais fechados (como o transporte público), era propícia à propagação da doença. Assim, a micromobilidade passou a ser uma alternativa mais segura. Tanto que, na Europa, cidades forneceram acesso gratuito às bicicletas elétricas compartilhadas para os profissionais da saúde e trabalhadores essenciais.

Em 2022, uma pesquisa conjunta do BCG (Boston Consulting Group) e a Universidade de St. Gallen (Suíça) mostrou que ela tinha vindo para ficar. 11.400 consumidores em 23 áreas metropolitanas, da Europa, China, Japão e Estados Unidos deram entrevista ao estudo. Destes, 43% utilizam a micromobilidade para lazer, 39% para deslocamento e 36% para pequenas tarefas.

micromobilidade - Liquid Works

Micromobilidade e meio ambiente

Em um olhar superficial pode-se pensar que a micromobilidade é o melhor cenário para o meio ambiente, mas, não é bem assim. Atualmente, não é possível dizer que ela tenha zero emissão de carbono levando em conta toda a sua cadeia – fabricação, aquisição, uso e descarte. Mas, sem dúvidas, contribui bastante na redução de níveis de emissão dos gases do efeito estufa.

Um estudo mostrou que o uso de lambretas elétricas com baterias trocáveis reduz 51% das emissões. Acredita-se que a bicicleta e os meios movidos à força humana ainda mais, dependendo da sua produção. No entanto, a pesquisa de 2022 mostrou que 55% das pessoas ouvidas estão substituindo o carro particular pelo veículo de micromobilidade elétrico, invés de caminhar, por exemplo. Vale lembrar que, em muitos países (como a China) utiliza-se o carvão para gerar energia. Logo, há emissões de carbono consideradas ainda altas.

No entanto, isso não é motivo para descartar a micromobilidade. O que precisa ser feito é agregá-la a mobilidade urbana da cidade. Em outras palavras, ela tem que estar integrada ao sistema de transporte público. Isso contribui para a acessibilidade e flexibilidade dos deslocamentos multimodais. Nesse sentido, a China se destaca. Nos dados divulgados em 2022, 73% dos entrevistados do país utilizavam algum meio de transporte leve para chegar ao ônibus ou trem.

Tecnologia a favor

Como já falamos em outros posts do blog (não deixe de visitar), a tecnologia é a maior aliada das melhorias que podem ser implementadas no âmbito da mobilidade urbana. Dessa forma, não sendo diferente com a micromobilidade.

Uma das alternativas é, através de aplicativos (como os que a Liquid Works desenvolve), promover a integração do pagamento de tarifas multimodais, reserva de veículos leves, aluguel destes, além de informações de horários, valores, locais de estacionamento, etc. Tudo em um só lugar, agilizando a vida dos usuários.

A coleta e análise de dados também pode ser bastante útil na micromobilidade. Em janeiro desse ano (2024), Berlim anunciou uma parceria com a plataforma de dados Vianova para conhecer as fragilidades desse sistema na cidade. Através de dados de 60 mil veículos compartilhados, espera melhorar o planejamento e a infraestrutura, como áreas de estacionamento, monetização, entre outros.

A micromobilidade é mais uma alternativa para um futuro mais limpo e acessível para a mobilidade urbana, basta que todos abracem essa ideia.  

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