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Além de ser lei, tornar seu site empresarial acessível te conecta com 24% da população que fica às escuras

Quando a internet se popularizou, a grande bandeira era que o conhecimento estaria acessível a todos. No entanto, esse “todos” não contavam as pessoas que tivessem algum grau de dificuldade. Mais de 4 décadas depois, a acessibilidade digital ainda está gatinhando. Nesse sentido, o Brasil está ainda mais atrás. Menos de 1% dos sites brasileiros traz recursos para atender essa demanda, segundo pesquisa da BigDataCorp, realizada em parceria com o Movimento Web para Todos (2020). Foram avaliados 16,89 milhões de sites ativos no país, sendo que apenas 0,89% das plataformas tiveram sucesso em todos os testes de acessibilidade aplicados.

O que assusta nesse resultado é a falta de empatia, visão e descumprimento da lei. Afinal, a Lei Brasileira de Inclusão está em vigor desde 2016 e determina que sites públicos e privados devem ser acessíveis. Além disso, segundo o último censo do IBGE (2010) cerca de 45 milhões de brasileiros, ou seja 24% da população, tem algum grau de dificuldade. Entre elas, visão, audição, mobilidade ou deficiências mentais e intelectuais. Justamente por isso, a acessibilidade digital compreende uma lista extensa de melhorias que vão desde as cores usadas no design, tamanho da letra até recursos específicos para determinados públicos.

A Microsoft é uma das empresas que tem dedicado esforços para tornar seus produtos mais acessíveis. Segundo eles, o Windows 11 é o sistema operacional com mais recursos nesse sentido: “A acessibilidade foi considerada desde o início da construção da nova geração do Windows”. Primeiramente, trocou-se o nome de “Configurações de Facilidade de Acesso” para “Acessibilidade”, tornando-o mais fácil de encontrar. Em seguida, desenvolveu-se recursos específicos para pessoas com deficiência visual, auditiva e de mobilidade. Desde novos temas de contraste, novos tipos de legendas, sons diferentes para melhor reconhecimento de algumas tarefas, aprimoramento do Narrador, entre outros.

Tornando o seu site acessível

Segundo o Web Para Todos, para tornar um site acessível ele precisa de “uma série de recursos que possibilita a navegação, a compreensão e a interação de qualquer pessoa na web (independentemente de suas dificuldades), sem ajuda de ninguém”.  Isso já começa na sua elaboração, com códigos mais simples, limpos e com uma semântica adequada. Além disso, é necessário ter alguns cuidados tanto com o visual quanto o conteúdo. Por exemplo:

– Tamanho das fontes que facilite a leitura. Assim como, evitar texto em itálico que dificulta a mesma

– Links facilmente identificados

– Todo elemento informativo, como ícone, precisa de um elemento textual que o descreva

– Evitar alinhamento centralizado nos blocos de texto e não utilizar textos justificados

– Todo conteúdo digital não textual deve conter descrição da imagem (fotos, ilustrações, tabelas, gráficos, gifs)

– Todo conteúdo em vídeo com texto falado deve possuir versão legendada (para surdos alfabetizados em português). Além disso, é crucial que o conteúdo tenha, também, janela de Libras (com avatar digital ou tradutor-intérprete), para surdos não oralizados

– Os textos precisam ter uma estrutura mais simples, com frases e parágrafos curtos, ordem direta, voz ativa, sem figuras de linguagem ou termos pouco usuais

Essas são algumas das boas práticas para promover a acessibilidade digital. O Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) padroniza essa implementação com as necessidades brasileiras e conforme os padrões internacionais (Web Content Accessibility Guidelines – WCAG). O site apresenta uma série de determinações extremamente importantes para quem deseja se adequar.

Liquid, Unimed VTRP e a acessibilidade digital

Desde 2019, a Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) tem se debruçado sobre o tema para tornar o seu portal o mais adequado possível para todos. O novo site da cooperativa foi desenvolvido pela Liquid, em parceria com o Marketing e Tecnologia da Informação (TI) da Unimed VTRP, e teve toda a sua arquitetura construída conforme as recomendações do eMAG. Primeiramente, ele se tornou amigável para os deficientes visuais criando uma barra acessível logo acima do menu. Nela tem ajustes importantes como auto contraste, aumentar a letra e diminuir a letra.

Em 2021, o site passou por mais uma mudança. Sendo incluído o recurso de interprete de libras, assim atendendo surdos não oralizados.  Ao selecionar o ícone de libras, abre-se a imagem de uma intérprete virtual. Dessa forma, basta clicar em qualquer lugar do site que é feita leitura e tradução. Além disso, o portal também passou a incluir a diversidade de gênero nos cadastros, como nome social e gênero social.

Se por tudo que foi dito, você ainda tem dúvidas se precisa tornar o seu site acessível, o Google dá uma ajudinha. Os sites que possuem acessibilidade digital são melhor ranqueados no buscador. Chegou a hora de se adequar.